MEDIAÇÃO DE CONFLITOS – UM NOVO PARADIGMA

  • Nivea Maria Dutra Pacheco unesa

Resumo

Muito tem se afirmado que a visão de acesso à justiça tem se ampliado, não mais se restringindo ao simples acesso ao poder judiciário. Não se pode olvidar que a falta de Acesso à Justiça é fator de diminuição da cidadania, gerando inquietação, e por esse motivo, se tem buscado alargar a incidência de aplicação efetiva do direito na esfera judicial e extrajudicial. A conscientização, a implementação, a fomentação e a concretização da mediação propiciam atendimento ao comando constitucional do acesso à justiça, viabilizando às partes uma tentativa de composição consensual da celeuma instaurada, com escopo de obter a paz e a inclusão social, pela valorização do ser humano e pelo respeito aos seus direitos fundamentais, desafogando reflexamente o Poder Judiciário, tão assoberbado nos dias atuais. As ADR’s - Alternative Dispute Resolution Systems - buscam resgatar a responsabilidade de cada membro da comunidade no controle de seus conflitos, abstraindo-se de recorrer a uma sanção imposta pelo Estado-Juiz. Os Meios Alternativos de Resolução de Conflitos visam alcançar a efetividade do direito, concedendo ao cidadão uma forma extrajudicial de compor seus conflitos. E, muito embora, a mediação não possa ser considerada uma poção mágica que solucionará todos os problemas da sociedade, é, sem dúvida, um novo caminho que estamos trilhando, um novo paradigma, em busca de uma efetiva ordem jurídica justa.

Publicado
2019-06-13
Como Citar
PACHECO, Nivea Maria Dutra. MEDIAÇÃO DE CONFLITOS – UM NOVO PARADIGMA. Direito em Movimento, [S.l.], v. 17, n. 1, p. 32-50, jun. 2019. ISSN 2238-7110. Disponível em: <https://emerj.com.br/ojs/seer/index.php/direitoemmovimento/article/view/62>. Acesso em: 18 ago. 2022.